domingo, 19 de abril de 2009
domingo, 22 de março de 2009
A Primeira Guerra Mundial

Quem eram os homens que lutaram na Primeira Guerra Mundial ? O que pensavam sobre a guerra ? Como era seu cotidiano na frente de batalha ? Tinham esposas, filhos, parentes ?
Conheça um pouco mais sobre estes anônimos soldados que lutaram e morreram nesta guerra. Clicando no selo acima você terá acesso a fragmentos de cartas escritas pelos combatentes.
Assista um vídeo sobre a batalha de Somme (1916), uma das mais sangrentas deste conflito.
Fonte:You Tube
Em seguida Leia o texto abaixo, é um fragmento de um clássico da literatura mundial e relata os horrores da Primeira Guerra, pelo olhar de um soldado.
Em 1929 era publicado, na Alemanha, o livro Nada de Novo no Front de Eric Maria Remarque. Trata-se de uma obra condenatória dos horrores da Primeira Guerra Mundial, escrita por um homem que serviu no exército alemão, tendo sido, inclusive, seriamente ferido. Remarque viu de perto o morticínio das trincheiras e seu livro exerceu profunda influência sobre o pensamento pacifista. Basta lembrar que foi proibido, na Alemanha, quando os nazistas assumiram o poder.
Os trechos selecionados procuram enxergar a guerra por um outro viés, através da ótica de quem esteve no front, ameaçado permanentemente pela destruição e pela morte. O autor, na dedicatória, fala às gerações futuras: "Este livro não pretende ser um libelo nem uma confissão: apenas procura mostrar o que foi uma geração de homens que, mesmo tendo escapado às granadas, foram destruídos pela guerra."
Através do relato do soldado Paul Bäumer toma-se contato não apenas com os horrores da guerra mas, também, com os sonhos e esperanças frustradas de toda uma verdadeira "geração perdida".
Estamos no outono. Dos veteranos, já não há muitos. Sou o último dos sete colegas de turma que vieram para cá.
Todos falam de paz e armistício. Todos esperam. Se for outra decepção, eles vão se desmoronar. As esperanças são muito fortes; é impossível destruí-las sem uma reação brutal. Se não houver paz, então haverá revolução.
Tenho catorze dias de licença, porque engoli um pouco de gás. Num pequeno jardim, fico sentado o dia inteiro ao sol. O armistício virá e breve, até eu já acredito agora. Então iremos para casa.
Neste ponto meus pensamentos param e não vão mais adiante. O que me atrai e me arrasta são os sentimentos. É a ânsia de viver, é a nostalgia da terra natal, é o sangue, é a embriaguez da salvação. Mas não são objetivos.
Se tivéssemos voltado em 1916, do nosso sofrimento e da força de nossa experiência poderíamos ter desencadeado uma tempestade. Mas se voltarmos agora estaremos cansados, quebrados, deprimidos, vazios, sem raízes e sem esperanças. Não conseguiremos mais achar o caminho.
E as pessoas não nos compreenderão, pois antes da nossa cresceu uma geração que, sem dúvida, passou estes anos aqui junto a nós, mas que já tinha um lar e uma profissão, e que agora voltará para suas antigas colocações e esquecerá a guerra... e depois de nós crescerá uma geração semelhante à que fomos em outros tempos, que nos será estranha e nos deixará de lado. Seremos inúteis até para nós mesmos. Envelheceremos, alguns se adaptarão, outros simplesmente se resignarão e a maioria ficará desorientada: os anos passarão e, por fim, pereceremos todos.
Mas talvez tudo que penso seja apenas melancolia e desalento que desaparecerão quando estiver de novo sob os choupos e ouvir novamente o murmúrio das suas folhas. É impossível que já não existam a doçura que fazia nosso sangue se agitar, a incerteza, o futuro com suas mil faces, a melodia dos sonhos e dos livros, os sussurros e os pressentimentos das mulheres. Tudo isso não pode ter desaparecido nos bombardeios, no desespero e nos bordéis. Aqui as árvores brilham, alegres e douradas, os frutos das sorveiras têm matizes avermelhados por entre a folhagem; as estradas correm brancas para o horizonte, os rumores de paz fazem as cantinas zumbirem como colméias.
Levanto-me.
Estou muito tranqüilo. Que venham os meses e os anos, não conseguirão tirar mais nada de mim, não podem me tirar mais nada. Estou tão só e sem esperança que posso enfrentá-los sem medo. A vida, que me arrastou por todos estes anos, eu ainda a tenho nas mãos e nos olhos. Se a venci, não sei. Mas enquanto existir dentro de mim - queira ou não esta força que em mim reside e que se chama eu -, ela procurará seu próprio caminho.
Tombou morto em outubro de 1918, num dia tão tranqüilo em toda a linha de frente que o comunicado se limitou a uma frase: "Nada de novo no front".
Caiu de bruços e ficou estendido, como se estivesse dormindo. Quando alguém o virou, viu-se que ele não devia ter sofrido muito. Tinha no rosto uma expressão tão serena que quase parecia estar satisfeito de ter terminado assim.
REMARQUE, Erich Maria. Nada de novo no Front. In: MARQUES, Adhemar, BERRUTI, Flávio, MOURA, Ricardo. História Contemporânea. São Paulo: Contexto, 1990.
Fonte: You Tube
Curiosidade:
As aventuras de Willian Henry Bonser Lamin
Que tal desenvolvermos uma atividade envolvendo a História e Língua Inglesa? Fica aí o convite.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Os Aspectos Econômicos do Mundo Atual
Clique nas imagens abaixo para ter acesso à matérias jornalísticas sobre a origem da crise econômica mundial atual e seus desdobramentos. Registre em seu caderno o que você entendeu sobre este assunto.

Se em Davos, a elite econômica mundial se reune para tratar de assuntos de seu interesse, no Brasil se realizou o Fórum Social Mundial na cidade de Belém, capital do estado do Pará, região amazônica. Os objetivos do Fórum Social Mundial é buscar alternativas para o modelo econômico capitalista. Saiba sobre o que foi discutido no Fórum Econômico Mundial 2009 clicando na próxima imagem.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Sejam todos bem-vindos!
já não via a hora de recebê-los por aqui. Este espaço foi criado para que, juntos, possamos construir nosso conhecimento e compartilhar opiniões e experiências. Agora que chegamos à 8ª série novos conhecimentos nos serão apresentados,espero que todos possam tirar o melhor proveito das postagens que produziremos aqui.
Que tal convidar seus familiares e amigos para conhecerem este blog?
Sejam todos bem-vindos!
Abraços,
Prof. Licínio
Pois bem, gostaria de falar um pouco sobre o uso da internet.Todos nós adoramos navegar na rede, porém, existem perigos também no mundo virtual. Pessoas maliciosas aproveitam-se da ingenuidade das pessoas, especialmente das crianças, para enganá-las, por isso temos que ficar atentos.
Para nos ensinar a nos protegermos destas pessoas maliciosas muitas instituições gorvenamentais e não-governamentais estão promovendo o "DIA DA INTERNET SEGURA" 2009, no dia 10 de fevereiro.
Gostou do vídeo? Se você quiser ter mais informações sobre o
"DIA DA INTERNET SEGURA 2009",clique aqui.
Veja também o vídeo abaixo, sobre o uso responsável da internet.



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